O proprietário é arquiteto e engenheiro civil. A casa situa-se em São Luís, próxima à orla marítima, com ventilação dominante à nordeste. Apesar do clima quente que apresenta a região, a implantação da casa no terreno favoreceu a ventilação, com a disposição das aberturas em diagonal e com todos os ambientes voltados para o vento. O arquiteto, como o proprietário do imóvel, viveu uma experiência inusitada, sendo ao mesmo tempo o cliente e o arquiteto, o proprietário e o construtor. A distribuição dos espaços foi a grande preocupação para a definição da implantação no terreno, distribuindo os setores social, íntimo e serviço de forma independente, porém interligados e sem haver grandes percursos. A desvantagem da construção em dois pavimentos foi resolvida com a implantação de um elevador residencial, com custo acessível e de fácil manutenção. Participa-se da casa como um todo, porém de forma harmoniosa. A forma redonda da fachada foi o grande desafio, onde pode-se perceber a ausência de pilares na varanda. O arquiteto pôs em prática seus conhecimentos de engenharia e lançou uma estrutura em balanço, garantido assim uma maior leveza. A forma circular proporcionou uma fachada para todos os lados, onde percebe-se a ausência de fundos. Ao caminhar no terreno em direção da piscina e do lazer, devido a continuidade que da forma arredondada, não se percebe que está no fundo da casa, é como se a casa não tivesse quintal. Ao se caminhar na varanda superior se tem uma visão total do terreno. Para garantir a durabilidade de acabamento na fachada optou-se por revesti-la com pastilhas 4x4, da Atlas e Jatobá. Apesar da presença de cores forte como o amarelo e o coral, foram aplicados em painéis isolados que garantiram a valorização da volumetria.